• O Brasil recebe produtos iranianos de alta qualidade e com preços competitivos

Uma rodada de negócios Irã-Brasil foi realizada com a presença de vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Minas e Agricultura iraniana e o Secretário executivo do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil.

O Encontro empresarial Irã-Brasil foi realizado com a presença de Pedram Soltani, o vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria, Mina e Agricultura do Irã (CCIMAI) e Eumar Novacki, Secretário executivo do ministro da Agricultura, Pecuária e Alimentação do Brasil.

Mercado brasileiro aberto a produtos iranianos de alta qualidade

O secretário executivo do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Eumar Novacki disse que o mercado de seu país recebe produtos iranianos de alta qualidade, enfatizando aos grandes esforços de seu governo no que se refere ao desenvolvimento de laços comerciais bilaterais com o Irã. Novacki mencionou questões bancárias como um grande obstáculo no processo de expansão das relações comerciais. "O primeiro comitê consultivo de agricultura do Irã e Brasil será realizado nos dias 21 e 22 de novembro no Brasil e convidamos todas as empresas iranianas a atuar nesta área", acrescentou.

"O comércio entre o Irã e o Brasil é visivelmente favorável ao Brasil, pelo que o Irã precisa tomar as medidas necessárias para aumentar as exportações para o Brasil para alcançar uma balança comercial ideal. Disse o Vice-presidente da Câmara do Irã, Pedram Soltani. Ressaltando a necessidade de investimento conjunto, Soltani disse que o Irã espera beneficiar do conhecimento do Brasil na agricultura, acrescentando que "o Irã recebe bem o investimento conjunto com o setor agrícola brasileiro". Existe um enorme desiquilíbrio na balança comercial entre os dois países e temos que exportar mais ao Brasil", disse o Pedram Soltani. “Nos últimos anos, apesar de problemas causados ​​pelas sanções, acrescentou Soltani, continuávamos adquirir as nossas necessidades agrícolas do Brasil, criando este confiança em agentes e ativistas econômicos que poderiam ter relações econômicas com o Brasil sem se preocupar com as questões e diferenças políticas”.

Soltani foi enfático em necessidade de investimento mutuo entre dois países e salientou: “esperamos que no campo de agricultura possamos realizar investimentos mútuos e preparamos o terreno para industrialização de agricultura com o conhecimento brasileiro”.

As relações entre dois países sempre foi calorosa e amigável, sobretudo nos últimos anos que testemunhemos mais aproximação. Brasil é uma economia emergente com indiscutível potencialidade desejada por empresários iranianos, disse o vice-presidente da CCIMAI.

Sobre a capacidade econômica do Brasil, soltani refere que o Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de produtos agrícolas, e tem muitas habilidades na produção de produtos industriais, mineração, petróleo e gás, e pode complementar a economia iraniana.

Ao ressaltar ao início da atividade da recém-inaugurada Câmara conjunta Irã-Brasil, disse ele que esta Câmara conjunta foi criada antes de formar Camarás conjuntos com alguns países vizinhos do Irã. Isso indica a importância do país para o Irã.

O vice-ministro da Agricultura, Pecuária e Alimentação do Brasil, por sua vez, apontou aos esforços do governo brasileiro para melhorar as relações entre os dois países, dizendo que o primeiro comitê consultivo agrícola iniciara o seu trabalho em novembro, neste caso o Brasil convidará empresas privadas iranianas junto com o governo a participar da reunião.

De acordo com Novacki, com ênfase no papel dos governos nas relações econômicas, disse que os governos têm um papel facilitador ao desenvolvimento das relações comerciais entre os atores econômicos e devem trabalhar com isso. Ele acrescentou que os principais obstáculos para o desenvolvimento das relações bilaterais são problemas bancários, e precisou que o seu governo está empenhado seriamente a resolver esse problema.

Ele explicou também o papel da agricultura e pecuária na economia brasileira, dizendo: De todos os três empregos oficiais no Brasil, um está relacionado à atividade agrícola e pecuária e o setor representa 30% do PIB e 50% das exportações do país. "Claro, temos leis de proteção ambiental forte e isto é muito importante para nós, pois os agricultores só podem operar em 20% das terras e o 80% do território rural deve ser dedicado à plantação de especes nativos”, acrescentou.

Secretário executivo do ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil enfatizou a capacidade dos dois países de desenvolver relações bilaterais: "Temos um acordo sobre a cooperação da pesquisa agrícola com o Irã, que estamos tentando impulsionar este tipo de contatos”, disse Novacki.

Referindo-se às observações de Sultani para equilibrar o comércio entre o Irã e o Brasil, Novaki ressaltou: "Há muitas maneiras de levar o Irã ao mercado brasileiro, embora não haja esperança de que os dois países mudem este processo em curto prazo”. Ele acrescentou: "aqueles produtos iranianos, que tenham boa qualidade e preços competitivos podem entrar no mercado brasileiro e acreditamos que o mercado deve ser de dois sentidos e, nesse sentido, devemos prestar atenção à complementaridade de economias dos dois países". O Brasil recebe produto iraniano de alta qualidade.

"Estamos interessados em transferir nossas experiências, sobretudo os centros de pesquisa, ao Irã", disse Novacki, referindo que o produto agrícola do seu país triplicou nos últimos 40 anos devido à promoção da pesquisa agrícola.

O problema bancário, uma barreira ao fortalecimento do engajamento empresarial.

Zargaran, o presidente da Câmara conjunta Irã-Brasil como outro orador do seminário, apontou ao grande potencial para o desenvolvimento das relações entre o Irã e o Brasil, especialmente no campo da agricultura. O problema mais importante no desenvolvimento das relações entre os dois países é o problema bancário e financeiro. Disse Kaveh Zargran acrescentando: "Dado ao grande potencial dos dois países, se esse problema for resolvido, haverá saltos significativos nas relações entre os dois lados no campo de exportação e importação". Zargaran apresentou na reunião um relatório sobre a economia e as capacidades agrícolas do Irã, visando o desenvolvendo das relações entre os dois países.

No final do encontro, o embaixador do Brasil no Irã também falou sobre as questões bancarias dizendo que foi uma das principais preocupações dos dois lados e agregou que foram tomadas medidas para resolver os problemas bancários e que no mês passado uma delegação do Banco Central do Irã estava no Brasil e teve discutido estes problemas financeiros e bancários com contraparte brasileira.

Rodrigo Azeredo Santos acrescentou que alguns bancos comerciais iranianos e brasileiros assinaram um acordo sobre o trabalho conjunto que foi bem sucedido.

Ele disse que o Banco de Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil prometeu também o seu apoio financeiro sob a forma de garantias de bancos iranianos aos projetos estruturais e prioritários iranianos e será possível implementar este programa até o final do ano. Ele avaliou a realização de reuniões conjuntas entre os ativistas econômicos dos dois países, dizendo que esses encontros facilitarão as relações entre os setores privados dos dois países e também contribuirão para o crescimento das relações políticas entre ambos os países.

Novacki com objetivo de ampliação de exportações agropecuárias para o Irã

Em viagem ao Irã, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Eumar Novacki, esteve reunido com autoridades das áreas de agricultura e comércio e indústria do governo iraniano. Nesses encontros, Novakci reforçou a intenção do Brasil de ampliar as exportações de produtos agropecuários, como açúcar, carne bovina in natura, milho e soja, para o mercado iraniano, explicando a atual situação econômica e o processo de produção, em particular os produtos agrícolas do seu país.

 

Sep 12, 2017 10:52 UTC
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