Os fortes ventos e o aumento das temperaturas reavivaram os incêndios florestais em Portugal, logo após o declínio nos termômetros que deu uma breve pausa nas chamas. O país vem enfrentando três meses de fogos, incluindo um que fez 64 vítimas em junho e mais de 200 feridos. Mais de 1.300 bombeiros e 25 hidroaviões trabalhavam nesta quinta-feira na extinção de sete incêndios, disse a Agência de Proteção Civil portuguesa.

O dia com mais ocorrência de incêndios no ano foi esta quarta-feira, que registrou 203 focos espalhados pelo país:

— Durante a quarta-feira, Portugal registrou um total de 203 incêndios florestais. Foi o dia, desde 01 de janeiro, com maior número de incêndios por dia. Desde meia noite de hoje registamos já um total de 59 incêndios, sendo que destes estão em curso sete — disse Patrícia Gaspar, da Proteção Civil, durante um relatório operacional.

Neste ano, os incêndios em Portugal já queimaram mais de um terço do total de bosques incendiados em toda a União Europeia (UE). Até o dia 5 de agosto, quase 140 mil hectares foram queimados entre os 380 mil hectares afetados poelos fogos no bloco, segundo o Serviço de Gestão de Emergências da UE. A superfície de bosque arrasado pelas chamas em Portugal é cinco vezes superior à média registrada no país entre 2008 e 2016.

 

Aug 10, 2017 14:47 UTC
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