• Pelo menos 17 mortos em novos aluimentos de terras na Colômbia

Pelo menos 17 pessoas morreram na quarta-feira, numa localidade nas montanhas centrais da Colômbia, e duas dezenas ficaram feridas, na sequência de aluimentos de terras causados por chuvas torrenciais, disseram as autoridades colombianas.

O presidente da câmara de Manizales, José Octavio Cardona, afirmou que, além dos 23 feridos, sete pessoas foram dadas como desaparecidas, na sequência das chuvas torrenciais e dos aluimentos de terras.

O desastre aconteceu às primeiras horas da manhã, quando muitas pessoas estavam ainda a dormir, duas semanas depois de cheias na cidade de Mocoa, no sul do país, terem matado mais de 300 pessoas.

Dezenas de encostas cederam em Manizales, após a cidade de quase 400 mil pessoas ter recebido o equivalente a um mês de chuva no espaço de cinco horas.

As chuvas causaram pelo menos entre 40 a 50 aluimentos de lama e rochas que destruíram casas e deixaram várias estradas intransitáveis na capital do departamento de Caldas, uma zona produtora de café.

As equipas de socorro escavaram por espessas camadas de lama em busca de desaparecidos.

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, tentou chegar à região afetada, mas foi forçado a aterrar a 200 quilómetros de distância, em Medellin, devido ao mau tempo.

"Choveu em Manizales como nunca antes", disse Santos.

O ministro dos Transportes colombiano, Jorge Eduardo Rojas, afirmou que residentes de zonas de encosta em risco de derrocada foram retirados.

"O que precisamos de fazer agora é evitar" mais mortes, disse.

Estes aluimentos de terras aconteceram quando a Colômbia ainda está a recuperar do desastre de 31 de março em Mocoa e os dois incidentes apresentam semelhanças: ambos apanharam os residentes desprevenidos por terem ocorrido às primeiras horas da manhã e aconteceram depois de chuvas torrenciais.

Nos dois casos, foram mais afetadas populações desfavorecidas a viver em habitações precárias.

Apr 20, 2017 08:34 UTC
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