• Macron pede a Israel

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu hoje ao primeiro-ministro israelita "gestos corajosos em relação aos palestinianos", citando nomeadamente "o congelamento da colonização" para sair do atual impasse.

"Convidei o primeiro-ministro a dirigir gestos corajosos em relação aos palestinianos para sair do atual impasse", disse o Presidente francês, condenando com "a maior clareza todas as formas de ataques das últimas horas e dias contra Israel".

O responsável falava durante uma conferência de imprensa conjunta dos dois responsáveis políticos, em Paris, após um encontro, numa altura de tensão no Médio Oriente, pela decisão norte-americana de considerar Jerusalém a capital do Estado judaico e de ali instalar a sua embaixada.

"Parece-me que começar pelo congelamento da colonização e das medidas de confiança em relação à autoridade palestiniana são gestos" importantes, precisou Emmanuel Macron.

A França "continua convencida de que a única solução, conforme ao direito internacional e aos nossos compromissos de longo prazo, é permitir o estabelecimento de dois Estados vivendo lado a lado em paz", e isso pode resultar da negociação, disse o responsável político francês.

"Apoiaremos em todo o caso qualquer iniciativa que seja tomada neste sentido", acrescentou.

Macron condenou igualmente "com a maior clareza todas as formas de ataques das últimas horas e dias contra Israel, ataques terroristas ou ataques por vezes não qualificados".

O Presidente francês recordou a sua "desaprovação das recentes declarações do Presidente dos Estados Unidos que a França considera contrárias ao direito internacional e perigosas para a paz", alguns dias após o reconhecimento por Donald Trump de Jerusalém como capital de Israel.

O primeiro-ministro israelita, por sua vez, acusou hoje o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de bombardear os curdos e de ajudar os "terroristas".

"Não tenho lições de moral a receber de um dirigente que bombardeia aldeias curdas na Turquia, que prende jornalistas, ajuda o Irão a contornar as sanções internacionais e ajuda os terroristas, nomeadamente em Gaza", declarou Benjamin Netanyahu, quando questionado acerca da declaração de Recep Tayyip Erdogan que, antes, tinha qualificado Israel como "Estado terrorista" que "mata crianças".

Dec 10, 2017 20:25 UTC
Comentários