• A UE promulga

Pars Today- Uma autoridade da União Europeia disse que o bloco de 28 países poderia implementar "regulamentos de bloqueio" para garantir que suas empresas continuem fazendo negócios com o Irã se os Estados Unidos se retirarem do acordo nuclear multilateral de 2015.

Denis Chaibi, chefe da força-tarefa iraniana no serviço de ação externa da UE, disse na conferência de “Economia do Irã-2018 em Paris” na quinta-feira que, no caso de uma retirada dos EUA, uma das opções do bloco seria restaurar os "regulamentos de bloqueio", que eram concordados em 1996, em meio às sanções econômicas de Washington contra Cuba.

"Estamos olhando uma série de possibilidades. Não é complicado fazê-lo legalmente na medida em que o instrumento jurídico existe, mas requer um enorme debate interno”, afirmou Chaibi. As regras da UE "poderiam ser reavivadas ou postas de volta, mas apenas se estiver claro que os EUA estão atrasando o comprimento de obrigações com sanções extraterritoriais e que estão sendo aplicadas. Não pode ser feito de forma protetora", acrescentou.

O Irã e os países P5 + 1 - os EUA, a Rússia, a China, a França, a Grã-Bretanha e a Alemanha - chegaram ao acordo nuclear, oficialmente chamado Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA), em julho de 2015 e começaram a implementá-lo em janeiro de 2016. Sob o acordo, o Irã comprometeu-se a aplicar certos limites ao seu programa nuclear em troca do encerramento de todas as sanções relacionadas com a lei contra Teerã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, opõe-se ao JCPOA, que foi negociado pelo seu antecessor, Barack Obama, e advertiu que ele poderia finalmente "denunciá-lo". No mês passado, Trump prorrogou as isenções das principais sanções econômicas contra o Irã, levantadas sob o acordo nuclear, por mais 120 dias, mas disse que o estava fazendo "pela última vez". Ele também pediu aos aliados europeus e ao Congresso dos EUA que trabalhem com ele para "consertar as falhas desastrosas" no pacto ou enfrentar uma saída dos EUA.

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Feb 09, 2018 06:12 UTC
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