• Refugiados, uma prova de lealdade dos europeus aos direitos humanos 6

A religião do Islã além de considerar alguns direitos pessoais e gerais para todas as pessoas, tem dado maior atenção a grupos humanos. As mulheres são um dos grupos humanos que dada suas características delicadas, tem recebido um grande respaldo nesta religião divina.

Ao longo da história, formou-se a ideia de que os partidos de extrema direita crescem em sociedades onde existem brechas econômicas e sociais, mas os avatares dos últimos anos na Europa indicam o aumento da inclinação aos partidos de extrema direita e anti-migrantes deste continente .  De fato, este provém das inclinações racistas nos países que afirmam ser defensores da filantropia.

O racismo na Europa tem um longo historial. Os colonizadores europeus deixaram o racismo colonial que ainda existe em alguns estados do continente mencionado .  Na europa  os acontecimentos terroristas comparados com outros pontos do mundo refletem-se de tal forma que, ao menor evento terrorista, se concentra um amplo reflexo a nível mundial. Os atos terroristas na Europa refletem-se nos meios europeus várias vezes,  em uma linha múltipla de notícias. Os governos europeus  tomando a mesma postura racista abstêm-se a expressar sua opinião publicamente sobre muitas realidades.

Por um lado, fala-se da onda de refugiados como uma ameaça à segurança da Europa, mas por outro lado, não tocam no tema dos refugiados  e as razões pelas quais milhões de sírios têm abandonado  seu lar e pátria para se aventurarem em  uma perigosa travessia para chegar ao continente europeu, nem  os fatores que geraram a crise na Síria. Pode ser avaliado esta crise como  a continuação do movimento popular contra os regimes hegemônicos nos países do oriente médio? Muito critica-se a atuação do Governo sírio, relacionados  à última crise na qual se enfrentou os oponentes, mas estas críticas não estão ao nível dos estados europeus que por um lado afirmam ser defensores da democracia e por outro planejam derrubar o governo sírio apoiando aos grupos terroristas.

A Turquia,  Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, executaram o plano ocidental  árabe para derrubar o governo sírio. O ponto contraditório é que a Arábia Saudita  com  Al Saud como dirigente, carece inclusive dos principais princípios de democracia para poder opinar sobre os acontecimentos na Síria, e este mesmo país, como o aliado mais próximo dos governos europeus e dos Estados Unidos serão os que realizarão o plano de democracia na Síria. Essa é a maior contradição ocidental de democracia . Este mesmo ponto é suficiente para comprovar a visão instrumental dos governos ocidentais sobre o tema que eles denominam ‘democracia’ no Oriente médio.  Nosso propósito aqui não é criticar as contradições da democracia européia na Síria.

A criação da crise de coalizão ocidental e árabe na Síria durante quase seis anos, tem tido ampla consequências não só para a Síria, mas também para o oriente médio e o mundo.  Apesar dos problemas políticos e econômicos, vinte e três milhões de sírios viviam tranquilamente em seu país que também era possuidor de grandes obras históricas e uma rica civilização. Este território foi o eixo da resistência contra o regime de Israel e a maioria dos grupos e partidos liberais da Palestina até antes da criação da crise da coalizão ocidental  árabe.  Nenhum dos governos árabes da região tem mostrado essa resistência forte da Síria diante as violações do regime de Israel.  De fato, o objetivo principal dos estados ocidentais e seus alegados da região, para derrubar o governo sírio tem tentado desfazer o eixo  da resistência perante o regime de Israel. As consequências desta crise criada pelo ocidente na Síria têm sido a destruição de infraestruturas econômicas e urbanas e  a deslocação de onze milhões de sírios, além da morte de mais de meio milhões deles .

 

Enquanto é verdadeiro que países como Turquia,  Líbano e Jordânia têm concedido refúgio aos desalojados da  guerra,  estas mesmas nações estão envolvidas em muitos problemas. Muitos dos deslocados sírios consideram Europa como a única via para chegar a ter melhores condições de vida. Nenhum deles queria sair de seu país e viver sem nenhuma visão clara da Europa, ou que  tinham a ideia de viajar a este continente antes do conflito,  empreendiam um caminho legal.  Com o plano dos governos ocidentais e as ações da Arábia Saudita, Turquia, Qatar e  os Emirados Árabes Unidos, Síria converteu-se no maior banco de dados de grupos terroristas e takfiries.  Com que lógica pode se achar que um país como Arábia Saudita com o apoio direto dos governos da Europa e os Estados Unidos através dos grupos terroristas e takfiries possa oferecer liberdade e democracia.

A onda dos  refugiados à Europa tem uma relação direta com as políticas dos estados europeus no oriente médio, especialmente a Síria. No entanto, os governos ocidentais proporcionam à opinião pública  uma  análise contrária  sobre os milhões de sírios que abandonam seu país,  e não estão dispostos  a aceitar sua responsabilidade neste sentido. De modo que,  na prática não têm feito mudanças em suas políticas na Síria. Eles consideram os refugiados sírios uma ameaça para sua segurança nacional e  fomentam que a política de fechamento de fronteiras é  a única maneira que faz com que a  continuação de chegada de refugiados a seu território.

Desde qualquer ângulo que se olhe, os refugiados sírios que se encontram na Europa, são vítimas das  mentiras dos governos europeus que criaram essa crise na Síria com o pretexto de defender a democracia. Com a onda de refugiados à Europa, questiona-se as afirmações humanitárias dos governos europeus dentro de suas fronteiras, que tratam de respeitar os regulamentos dos direitos humanos até certo ponto na margem de suas fronteiras, mas fora delas, o único caso que tem importância são seus interesses que não podem ser obstaculizados por nenhum  princípio humanitário.  As relações dos estados europeus e Arábia Saudita,  partidário principal dos grupos takfiries e terroristas na Síria e Iraque e outros fatos críticos nos países muçulmanos, só é um exemplo das políticas dualistas dos governos europeus, afirmadores da democracia e  a filantropia.

Os governos europeus não tentam aceitar a responsabilidade que têm  para com os refugiados sírios. Eles só estão procurado um pretesto para os recusar  e tomar medidas estritas que lhes impeçam a entrada em seu território.

Para conseguir estes objetivos, fazem uso de qualquer meio , inclusive a violação das  normas humanas e a carta dos direitos humanos. A indiferença dos governos europeus para o aumento do trato discriminatório dos refugiados e o racismo contra eles, indica a criação de uma atmosfera insegura para este grupo de imigrantes e a proibição da entrada de mais  refugiados.

 

Dec 27, 2016 16:01 UTC
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