• Islamofobia no ocidente 5

Neste programa estuda-se o aumento da islamofobia em Estados Unidos e os ataques a mesquitas no Reino Unido.

O Islã é a religião da justiça, paz, filantropía e amabilidad. Uma característica principal do Hazrat Mohamad, (cumprimentos sejam para ele e seus descendentes) é seu amabilidad e bom trato. Uma das razões pelas que o Islã se estendeu rapidamente na península arábiga entre os árabes beduinos tem sido a amabilidad e os bons modais do Profeta do Islã. Uma das recomendações do Profeta e seu Ahlul- Beit (sua família), é o bom comportamento com os seguidores do Islã, mas este conselho, que põe também ênfase na bondade e filantropía, não só está dirigido ao aplicar só com os muçulmanos, sina inclusive com aqueles que não têm aceitado o Islã. Há muitas narrações na história islâmica sobre o amor e o carinho do Profeta e os Imames com os não muçulmanos e a conversão de muita gente ao Islã graças ao caráter do Profeta e Ahlul- Beit. No entanto, após decorridos 1400 anos do aparecimento do Islã, muitas pessoas no Occidente, em atos contra o Islã e em prol de a islamofobia, tratam de apresentar o Islã como uma religião que promove o extremismo e o terrorismo.

Por desgraça, algumas correntes nos países islâmicos, especialmente os governantes wahabíes de Arábia Saudita, com uma interpretação equivocada dos ensinos islâmicos, apoiam os atos extremistas e medidas islamófobas em Occidente para apresentar ao Islã como uma religião que promove a violência. Eles formaram e apoiam aos grupos terroristas e takfiríes como o EIIL (Daesh, em árabe) em suas ações para destruir a imagem verdadeira do Islã. No entanto, o Islã puro de Mohamad (P) nada tem que ver com o Islã de Daesh e do wahabismo reinante em Arábia Saudita. O notável é que os países ocidentais, especialmente Estados Unidos e o Reino Unido, são aliados estratégicos de Arábia Saudita. De fato, os governos ocidentais, com o apoio dos dirigentes saudíes, ajudam às correntes islamófobas e a promover o anti-Islã. Com seus atos, estes governos evitam que a gente conheça o verdadeiro Islã que promove a justiça, a paz e a bondade. Um Islã que convida a todos ao  monoteísmo e a não aceitar a tiranía e a criar uma comunidade baseada na justiça e a paz. Como resultado, a relação entre os governos ocidentais e o saudí está aumentado as estatísticas de atos de violentos e discriminação contra os muçulmanos, grupos minoritários étnicos e de outras religiões nos países ocidentais. De fato, o Conselho de Relações Islâmico-Estadounidenses (CAIR, por sua sigla em inglês), em um relatório, assinalou que "o número de delitos relacionados com o ódio para os muçulmanos nos primeiros seis meses de 2016 tinha registrado um aumento agudo em comparação com a segunda metade do ano anterior". Neste relatório lê-se: "Desde 2013, em que a organização de direitos civis tem começado a documentar e recolher provas, o 2016 foi um dos piores anos no campo dos incidentes contra os muçulmanos".

De acordo com o CAIR, tem aumentado um 24 por cento o número de atos contra os muçulmanos na primeira metade do 2017. A coordenadora para controlar e combater a islamofobia da CAIR, Zainab Aryan, disse: "Donald Trump, durante sua campanha eleitoral nas presidenciais de Estados Unidos e depois já instalado na Casa Branca, tem promovido a intolerância e o ódio cujo resultado tem afetado aos muçulmanos nos Estados Unidos  e os outros grupos de minorias deste país". Esta dama muçulmana residente em Estados Unidos agregou: "Se continuam as medidas fanáticas contra a comunidade  muçulmana, o 2017 será um dos piores anos no terreno de tais acontecimentos". O CAIR anunciou que "a faísca principal que tem acendido os fatos antimusulmanes este 2017, está formado em um 32 por cento pela etnia ou a nacionalidade das vítimas, o 20 por cento das condutas violentas ou discriminatoria ocorre porque acha-se que a vítima é muçulmana. O velo islâmico das mulheres também é a razão o 15 por cento dos comportamentos violentos contra os muçulmanos.

Está aumentando a islamofobia e o anti-Islã em Europa, especialmente no Reino Unido.  Nas últimas estatísticas, Tell Mama, uma organização que recopila denúncias de delitos de ódio contra a comunidade muçulmana por todo o Reino Unido, advertiu de que uma mirada às estatísticas da violação contra os muçulmanos e os lugares islâmicos, neste país europeu, mostra que as mesquitas a cada semana são branco de atos antislámicos. Segundo dados oficiais, a polícia britânica, após a celebração do referendo sobre a saída do Reino Unido da União Europa (Brexit), tem reportado um incremento do 23 por cento nos delitos proveniente do ódio contra os muçulmanos. O responsável por Tell Mama, Fayad Muqal, em uma análise do porquê  as mesquitas são objetivos de ataques islamófobos, disse: "que as mesquitas são símbolo do Islã e lugar de reunião dos muçulmanos, essa é a razão mais específica de que sejam branco dos ataques e as ameaças dos antislámicos". A seguir, acrescentou: "as pessoas que cometem ações islamófobas acham que o impacto de seus atos contra as mesquitas pode ter mais  reflexo que um ataque ou ameaça a uma pessoa.  O ataque a uma mesquita envia uma mensagem aos fiéis que se dirigem aí e ameaça a todos os muçulmanos a cidade".

Segundo o relatório de Tell Mama, os maiores ataques contra as mesquitas e centros islâmicos do Reino Unido, incluem atos incendiarios e preparar comida com carne de porco para perto de estes lugares. Os detractores do Islã no Reino Unido, em forma organizada, têm apontado às mesquitas. A tentativa mais recente tem sido o envio de cartas nas que se ameaça com bombardear estes recintos religiosos. O objetivo destas ações é criar medo entre os muçulmanos no Reino Unido. Nos últimos quatro anos, registraram-se para perto de 197 casos de ameaça, de acordo com Tell Mama que, no entanto, alerta que muitos não têm sido reportados. Por suposto, os  antimusulmanes não só não se bastam com agredir fisicamente à muçulmanos sina que também atacam seus lugares religiosos. Um dos métodos destes  grupos é escrever notas e artigos islomófobos. Alguns meios de comunicação do Reino Unido têm colunas especiais para aqueles que são conhecidos por sua aversão ao Islã. Ademais, tais pessoas têm uma presença ativa nos programas de televisão.

Por desgraça, a islamofobia e o anti-Islã não se limita aos países ocidentais. Desde o este de Ásia até o coração de África são  muitos os casos de islamofobia e anti-Islã. Em uma reicente conferência celebrada em Singapura, jovens muçulmanos expressaram sua preocupação pelo aumento da islamofobia neste país. Um dos estudantes ativistas de Singapura, organizador da reunião contra a islamofobia neste país, indicou que a islamofobia em Singapura  não é como no Oeste, mas nestes dias se observou que a gente vê aos muçulmanos com outra mirada, isto é, os vê com suspeita. Para finalizar, instou a realizar esforços para que a gente conheça mais sobre o Islã e  na luta contra a islamofobia.

No próximo programa seguiremos abordando este assunto.

 

 

Sep 08, 2017 07:40 UTC
Comentários