Out. 11, 2018 17:23 UTC
  • A violação de direitos humanos no Ocidente, da ilusão à realidade (30-2018)

ParsToday - Nesta edição, estudamos os múltiplos casos de violação de direitos humanos no período do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump, devido a seus comportamentos inadequados e ilógicos, está sempre nas manchetes das notícias do mundo. Atualmente, suas políticas hostis e sua estranha opinião sobre a economia levaram ao registro de múltiplos casos de violação de direitos humanos e internacionais até agora em seu mandato. O magnata republicano, desde que chegou à Casa Branca em janeiro de 2017, sempre expressou sua disposição de abandonar os tratados internacionais e os pactos assinados por seu país, além disso, emitiu decretos executivos que violam as leis constitucionais dos EUA provocou duras críticas em todo o mundo.

Donald Trump, das primeiras semanas de sua presidência, tentou acabar com a lei geral de segurança conhecida como Obamacare; embora seus esforços não conseguissem cancelar completamente essa lei, porem conseguisse colocar limites nela. O presidente dos EUA, em outra medida controvertida, proibiu os cidadãos de sete países muçulmanos de entrar nos EUA, uma ordem que flagrantemente violou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. 

De acordo com a Constituição dos EUA, qualquer ordem ou lei que ameace os direitos de grupos raciais, étnicos, de cor ou de idioma é considerada uma violação das leis constitucionais daquele país.

A organização de direitos humanos, Anistia Internacional chamou “horrível” a decisão de Trump de proibir a entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana nos Estados Unidos. Após essa proibição, a organização anunciou que, durante todo o seu mandato, Trump perdera seu tempo, emitindo discursos discriminatórios contra os direitos humanos. Ele acrescentou que líderes como Trump enfraquecem os direitos humanos de milhões de pessoas.

Há uma longa lista de saída dos EUA de acordos internacionais. 

Um deles é o Acordo sobre Mudança Climática, conhecido como o Acordo de Paris, ao qual os EUA não pertencem mais por decisão de Trump. O Acordo de Paris busca reduzir o impacto dos gases de efeito estufa. Os representantes de 195 países da ONU na conferência sobre mudança climática realizada em Paris em 2015 discutiram um texto sobre o assunto e o aprovaram em 12 de dezembro com a maioria absoluta dos votos.

Segundo o Acordo de Paris, os Estados Unidos se comprometeram a reduzir a emissão de gases de efeito estufa até 2025 e a dedicar US $ 3 bilhões para ajudar os países com menos chance de enfrentar as mudanças climáticas. No entanto, com a decisão de Trump de sair deste acordo, os EUA, que são considerados o segundo responsável pelo aumento do aquecimento global e mudanças climáticas, não aceitaram suas falhas nesse sentido.

Outro pacto que os EUA abandonaram pelas ordens de Trump é o Acordo de Cooperação Econômica Transpacífico (TPP). Os especialistas lamentaram essa medida do presidente dos EUA e anunciaram que essa decisão ilógica causaria um aprofundamento da distância entre Washington e seus aliados e rivais asiáticos, uma vez que os EUA e outros 11 países haviam negociado esse acordo por mais de sete anos. Um acordo que abrange uma população de quase 800 milhões de pessoas e influencia diretamente 40% de todas as relações econômicas do mundo. Trump, para justificar sua medida, disse que a partir de agora seu governo em vez de pactos maciços, se esforçaria para chegar a acordos comerciais bilaterais, pois estes permitem que os EUA quebrem o pacto em tempo recorde, cerca de 30 dias, por exemplo.

Outra das medidas inadequadas e ilógicas de Trump foi a sua saída das agências especializadas da Organização das Nações Unidas (ONU). Então os EUA pela segunda vez deixaram a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Ronald Reagan, presidente dos EUA na década de 1980, deixou a organização, depois de criticar as ações da UNESCO em relação à ex-União Soviética, mas os EUA, no período da presidência de Bush Jr., retornaram a essa organização. E desta vez, Donald Trump, sob o pretexto de que a UNESCO não apoia o regime sionista, abandonou novamente esta agência internacional. Os EUA tem sido um dos principais fundadores da UNESCO.

Em outra medida, o presidente dos EUA anunciou que seu país está abandonando o acordo global da ONU para melhorar a situação dos migrantes e refugiados. Este acordo, que na verdade é chamado de Declaração de Nova York para Refugiados e Migrantes, os países signatários devem respeitar os direitos dos refugiados e garantir seu acesso ao estudo e ao trabalho. Trump considera que este acordo contradiz as políticas de emigração dos EUA e não atende aos interesses do país norte-americano.

Outro pacto que Trump tenta abandonar é o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA); um bloco regional que foi criado em 1994. Esta organização econômica tem três membros: EUA, Canadá e México. O acordo da NAFTA tem entre seus objetivos destruir gradualmente todas as limitações de comércio e investimento entre esses três países por 15 anos. Com a anulação deste acordo por ordem de Trump e o estabelecimento de tarifas alfandegárias para produtos norte-americanos, a maioria dos agricultores e trabalhadores de restaurantes, oficinas e fábricas perderão seus empregos. Segundo os especialistas, a saída de Washington deste pacto, afetará especialmente a economia dos EUA, onde causará o desemprego de pelo menos 14 milhões de pessoas. Além dessas medidas, Trump continuou a cancelar tratados internacionais. 

Outro caso foi o acordo nuclear com o Irã, o JCPOA (sigla em inglês do Plano Integral de Ação Conjunta) e a imposição de sanções.

Em 14 de julho de 2015, em Viena, capital da Áustria, o Irã assinou com o Grupo 5 + 1 (China, França, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha) um acordo geral sobre o programa nuclear do Irã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou oficialmente seu país do acordo nuclear alcançado após muitas negociações entre o Irã e seis potências mundiais. Além disso, Trump ordenou a reintegração de sanções contra o Irã que haviam sido suspensas com base no JCPOA. Segundo Trump, o acordo nuclear com o Irã não poderia esclarecer totalmente o suposto programa nuclear de Teerã. Isso, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou repetidamente o compromisso do Irã com o JCPOA.

Trump, em um processo rápido, se esforça para abandonar as convenções internacionais, a fim de violar livremente tudo o que é contrário aos interesses nacionais de seu país. Essa medida fez com que a maioria dos especialistas o considerasse um violador dos direitos humanos e internacionais.

Durante os 20 meses da presidência de Donald Trump, muitos artigos foram escritos sobre a personalidade e o comportamento do presidente dos EUA. Mas, o que podemos enfatizar é que, durante esse tempo, Trump ignorou muitos pactos e tratados internacionais e, com suas posições perante a maioria das entidades internacionais, se esforça para enfraquecê-los. Este método da Administração Trump não se limita ao cenário externo; mas tomou medidas estranhas mesmo na Casa Branca, onde provocou desordem.

John Kerry é um famoso crítico de Trump. O ex-secretário de Estado dos EUA, em um diálogo com o programa GPS da rede de televisão CNN, anunciou que Trump, ao deixar o tratado JCPOA, demonstrou a veracidade da opinião iraniana, que não se pode confiar em Trump. Kerry, referindo-se às palavras de Trump que o JCPOA considerou o pior acordo na história, indicou que dizer esta frase não faz do acordo o pior acordo nuclear. Na verdade, este acordo é um pacto mais claro a este respeito em todo o mundo, disse o ex-chefe da Diplomacia dos EUA. 

Da mesma forma, o ex-presidente dos EUA, Barack Obama, após 20 meses de silêncio, nos últimos dois meses antes das eleições de meio de mandato para o Congresso, marcadas para novembro, apareceu em vários comícios para fazer campanha por sua formação política, o Partido Democrata. Em um discurso na Universidade de Illinois, ele criticou duramente o governo na Casa Branca, solicitou o retorno da honestidade, lei e ordem. Além disso, em um tom preocupado, Obama disse que a situação dos Estados Unidos sob a presidência de Trump não é normal.

 

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